Três cores, dois nomes, uma paixão




O futebol pernambucano não teria sua plenitude, se o “Mais Querido”, ousa-se não existir. Sua singularidade patriota rende por décadas milhares de torcedores, amantes por um time que não se restringe em apenas onze jogadores. A paixão que os envolve abrange a todos que jamais esquecem do time do povo. Símbolo da existência da verdadeira dedicação de uma paixão que conquistou cada um.

É como se fosse o amor de um pai para o filho. Onde na hora que é preciso repreender faz e naquela quando a alegria toma conta das batidas do coração nada mais importa ao não ser o que foi conquistado. O terror do Nordeste abala as estruturas dos rivais, pela sua presença marcante e seguidores que alcançam rankings de presença no espetáculo futebolístico. Suas cores resumem a realidade do clube tricolor, mostrando que apesar das dificuldades (preto), as vitórias (branco), não vêm de uma hora para outra, mas sua sede de jogar (vermelho) que irá determinar o que colherá no futuro.

É assim que o time das multidões desde o dia 3 de fevereiro de 1914 arrebata fãs pelo mundo afora. Sua história quebra qualquer paradigma, ao abraçar negros, pobres se diferenciando do futebol elitizado e preconceituoso presente na época. Por três anos consecutivos alcança a incrível marca de ter os maiores públicos do Brasil. Se tornando mais evidente quando disputou por três anos a quarta divisão do futebol pentacampeão mundial, e anunciando a todos que é dono da torcida mais apaixonada do Brasil.

Próximo do seu centenário, todos aguardam que ao soar o apito, a ansiedade que grite do nosso peito por almejar a vitória seja realizada. E no campo seja levantada a poeira em que todos apontem e digam:

“É o Santa! É o Santa”.

"O amor verdadeiro ao time coral nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem".

Texto: Sabbahana Cavalcanti

Foto: Edilson Júnior

Santa Cruz News

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