Santa Cruz vence Luverdense com gol de pênalti no último minuto

Roberto Ramos/DP/D.A Press

Há muito tempo, a palavra “sufoco” faz parte da rotina do Santa Cruz. Mesmo quando tudo parece controlado, como a partida deste sábado, o time insiste em dificultar a situação. Mas a alcunha “time de guerreiro” não surgiu por acaso. Junto com a torcida, o time venceu o vice-líder Luverdense por 2 a 1, com dois gols do artilheiro Dênis Marques (sempre ele!), e subiu para a terceira colocação do grupo A. O domingo está reservado à festa e “secação”. Hora de torcer contra Icasa e Paysandu para se manter no G4.

O primeiro susto da partida não surgiu com lance de gol. Ao travar uma disputa de cabeça com Fio, o zagueiro coral Vágner caiu desacordado em campo e deixou o estádio de ambulância. Lúcido, porém tonto. Com um exótico moicano, César entrou em ação e finalmente fez a estreia com a camisa tricolor. Só aos 11 minutos, o jogo teve um chute a gol. Willian Alves defendeu o arremate de Dênis Marques. Quatro minutos depois, entretanto, o atacante acertou a mira. Cruzamento certeiro de Tiago Costa, cabeceio por cobertura do Predador: 1 a 0. Décimo gol de Dênis Marques, artilheiro da Série C.

Roberto Ramos/DP/D.A PressEm busca do empate, o Luverdense partiu para o "abafa". Aos 25, o árbitro marcou falta a um passo da área tricolor. O time matogrossense reclamou de pênalti. Na cobrança, Rubinho exigiu grande defesa de Tiago Cardoso. Aos 36, foi a vez do Santa Cruz se queixar de uma penalidade não assinalada sobre Dênis Marques. Instantes depois, por pouco o Predador não marcou um golaço. Após fazer "fila", carimbou o travessão. Aos 40, Memo perdeu um dos gols mais feitos do campeonato. Livre, com a barra escancarada, chutou em cima do goleiro.

Etapa final
O segundo tempo trouxe um panorama totalmente diferente. O Santa Cruz voltou apático a campo. Facilmente dominado e muitas vezes displicente, como um toque desnecessário e errado de Sandro Manoel, o time sofreu pressão. Por duas vezes, o meia Rafael Tavares fez Tiago Cardoso operar milagre e relembrar os tempos de auge do "Paredão". O Tricolor respondeu com um arremate colocado de Renatinho, após passe de Tiago Costa, um dos melhores do confronto.


Roberto Ramos/DP/D.A PressPerto dos 30 minutos, a situação pareceu desandar. Leozinho, irresponsavelmente por incitar uma briga, foi expulso. Poderia se tornar vilão, mas teve sorte, pois, logo em seguida, Régis também levou cartão vermelho. Ambas as equipes ficaram com dez atletas em campo.

Foi quando o drama entrou em cena. Primeiro, com Gilson, acertando a trave da meta coral. Aos 44, Valdir Papel, de cabeça, livre de marcação após cruzamento de Raul Prata, silenciou o Arruda: 1 a 1. Daí, sucedeu-se o desespero. Fabrício Ceará entrou no lugar de Sandro Manoel e, prontamente, também acertou a trave. Aos 47 (sim, 47!), Fabrício tocou, Weslley cruzou, Dênis Marques foi puxado. Pênalti. O estádio voltou a explodir de alegria. Ainda comedida. Só quando o Predador bateu e marcou o 11º gol nesta Série C, veio a festa definitiva. Fim de jogo. Haja coração!


FICHA TÉCNICA

Santa Cruz
Tiago Cardoso; Marcos Pimentel, Vágner (César), Édson Borges e Tiago Costa; Sandro Manoel (Fabrício Ceará), Chicão, Luciano Henrique (Weslley), Renatinho e Leozinho; Dênis Marques.Técnico: Sandro Barbosa (interino)

Luverdense
Willian Alves; Régis, Tiago Garça, Dão (Zé Roberto) e Raul Prata; Júlio Terceiro (Dê), Rafael Tavares, Gilson e Rubinho; Valdir Papel e Fio (Rodrigo Fusca). Técnico: Dado Cavalcanti

Local: Estádio do Arruda (Recife). Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ). Assistentes:Lilian da Silva Fernandes (RJ) e Pedro Santos do Araújo (AL). Gols: Dênis Marques (2) (S); Valdir Papel (L). Cartões vermelhos: Leozinho (S); Régis, Gilson (L). Cartões amarelos: Luciano Henrique, Tiago Costa, Sandro Manoel, César (S); Rafael Tavares, Valdir Papel, Willian Alves, Júlio Terceiro, Rodrigo Fusca, Dão, Zé Roberto (L). Público: 23.828. Renda: 318.250,00.

Santa Cruz News

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