A justiça definirá o adversário do Santinha no mata-mata



Após a rodada derradeira, no último domingo, o Santa Cruz ficou sabendo que o Betim seria seu adversário rumo a ascensão para a Série B do ano que vem. Porém, nesta segunda tudo mudou. Isso porque o Mogi Mirim entrará com uma ação na Justiça Desportiva para que a equipe mineira perca seis pontos. Com isso, os paulistas, derrotados justamente pelo Betim na última rodada, ficariam com a quarta colocação do Grupo B. Se o Mogi Mirim ganhar a causa, será ele o último obstáculo tricolor antes do acesso.

Tudo aconteceu por que o Betim acionou Justiça Comum para evitar a perda de seis pontos causada por uma dívida de R$ 180 mil com o Nacional da Ilha da Madeira, pela venda do lateral Luisinho - em 2006 - quando o clube ainda era o Ipatinga. A perda dos pontos foi solicitada pela Fifa junto à CBF e acatada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O Mogi Mirim, por sua vez, alega que a equipe mineira errou ao recorrer a Justiça Comum. Desde então, o Betim vem atuando na Série C com uma liminar debaixo do braço.

Para o advogado do Santa, Eduardo Lopes, o certo é que os corais encarem o Betim no mata-mata. "Pelas informações que eu tenho, o Betim chegou a ser punido inicialmente no primeiro julgamento no STJD, mas no recurso no pleno a decisão foi mudada por entender que o clube não merecia punição por ter acionado a Justiça Comum nesse caso, já que a situação não é em detrimento a uma punição esportiva. Assim, se o Mogi Mirim quiser recorrer vai ter que apelar também a Justiça Comum, pois na Desportiva ele não terá êxito", comentou.

Eduardo, inclusive, não acredita que o jogo de ida das quartas de final seja adiado por conta da confusão. E muito menos que, caso a partida aconteça, ela seja anulada posteriormente."Não vejo força no argumento do Mogi Mirim para se paralisar o campeonato ou que não aconteça o jogo. E se a partida acontecer eu desacredito totalmente que ela venha a ser anulada. Se alguma coisa acontecer tem que ser antes do jogo. Depois de consumado o ato seria um prejuízo irreparável. Não vejo nenhum precedente nesse sentido", finalizou.

Felipe Holanda

Phasellus facilisis convallis metus, ut imperdiet augue auctor nec. Duis at velit id augue lobortis porta. Sed varius, enim accumsan aliquam tincidunt, tortor urna vulputate quam, eget finibus urna est in augue.