Há 13 anos, Santa Cruz vencia o Botafogo no Caio Martins

Com um gol de Robgol aos 39 minutos do segundo tempo, o tricolor Pernambucano derrotou o alvinegro Carioca por 2 a 1, no Rio de Janeiro.
O artilheiro tricolor sendo entrevistado no Arruda.
Em uma atuação de gala do goleiro João Carlos, o tricolor triunfou sobre um prepotente Botafogo, que cantava vitória mesmo antes de a bola rolar, mas saiu derrotado dentro de casa. O arqueiro coral, praticou defesas memoráveis que ajudaram - e muito - o Santa à chegar a vitória por 2 a 1, mesmo fazendo uma campanha pífia na Copa João Havelange de 2000, terminando na lanterna da competição com apenas 16 pontos na tabela.

Pela má fase tricolor, os botafoguenses já se davam por vencedores dias antes da partida, inclusive, soltando piadas de muito mau gosto relacionadas ao Santa Cruz. A resposta veio dentro de campo, com muito ímpeto ofensivo, a cobra coral calou a boca do time da estrela solitária, que tinha o zagueiro Sandro no elenco. A equipe tricolor, na época treinada por Renê Simões, partiu para cima desde o apito inicial e foi premiada pela sede de gols.

A partida, válida pela primeira fase do Campeonato Brasileiro de 2000, começou com os Pernambucanos buscando povoar a área defensiva dos Cariocas, e a audácia do Santa deu certo. Logo aos 5 minutos, Valdomiro sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, além do camisa 6 tricolor, estava Sérgio Alves. Valdomiro cobrou com muita força, no contrapé do goleiro Wagner, para abrir a contagem em Niterói com um golaço.

O gol logo no início assustou o Botafogo, que se achava tão superior a ponto de não admitir sofrer um gol tão cedo do Santa Cruz. O problema dos Cariocas, é que o pior ainda estava por vir. Com 22 minutos do primeiro tempo o Santa quase ampliou a vantagem. Róbson tabelou com Valdomiro e saiu na cara do gol, mas a trave salvou os botafoguenses - atônitos - sem acreditar no que acontecia. O escrete coral era muito melhor em todas as partes do campo, e tinha bem mais posse de bola que o adversário. 
Valdomiro fez um jogo brilhante e levou o Santa à vitória.
Na segunda etapa, o Botafogo voltou decidido a mudar a história do jogo, mas ficou no quase. Isto porque o goleiro João Carlos - em tarde inspiradíssima  - salvou o Santa em quase todas as vezes que foi acionado. Com o jogo equilibrado, Valnei fez pênalti em Donizete aos 16 do segundo tempo. Era a chance de empatar a partida e já pensar na virada. Porém, na cobrança de Rodrigo, João Carlos foi muito bem e defendeu para calar a torcida Carioca.

O revés não abalou muito o time da estrela solitária, que continuou pressionando o Santa e conseguiu chegar à igualdade na peleja aos 36 minutos do segundo tempo. O zagueiro Sandro Barbosa cobrou falta com muita violência e conseguiu vencer o goleiro João Carlos para empatar o jogo no Caio Martins. Depois daí, parecia que tudo melhoraria para o lado do Botafogo, mas o time do Santa Cruz ainda tinha uma carta na manga. Um nove.

Apenas três minutos após o gol de empate, os corais ficaram novamente na frente no placar. Aos 39 minutos, foi a vez de Róbson brilhar. O "Robgol" roubou a bola da zaga adversária, fez uma bela jogada, driblou o goleiro Wagner e empurrou para o fundo do barbante. O artilheiro do Santa na Copa João Havelange não vinha bem no jogo, mas apareceu na hora mais importante da partida. Santa 2 a 1, quando a torcida do Bota ainda comemorava o gol de Sandro.

Depois da resposta dentro de campo, os jogadores do Santa devolveram as piadas feitas durante toda a semana pelos jogadores e pela imprensa Carioca. O Santa Cruz mostrou que a melhor retórica é a bola, e que merece muito respeito dos seus adversários, seja quem for e onde quer que seja. É a mais pura verdade que a campanha naquele ano foi vergonhosa, mas esse jogo foi uma das poucas oportunidades em que os torcedores corais sentiram orgulho do seu time.  

FICHA TÉCNICA

Onde: Estádio Caio Martins - Niterói, RJ
Quando: Quinta-feira, 16/11/2000
Gols: Valdomiro e Róbson para o Santa e Sandro para o botafogo
Santa Cruz: João Carlos; Janduir, Valnei, Hílton, Wellington Ribeiro; Marcílio, Dário, Marcelinho;  Valdomiro (Michel), Ségio Alves (Márcio Allan) e Róbson. Téc: Renê Simões
Botafogo: Wágner; Vitor, Sandro, Dênis, Misso; Pedrinho (Dimba), Reidner, Rodrigo, Alexandre Gaúcho; Zé Carlos (Magrão) e Donizete. Técnico: Antônio Clemente

Felipe Holanda

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