"Na alegria e na tristeza" Mais de 60 mil no Arruda e milhões de torcedores apaixonados

Dia 3 de novembro de 2013 irá ficar na memória da imensa massa coral, foram seis anos de amargura, sofrimento e humilhação, porém em nenhum momento essa maravilhosa torcida não deixou de apoiar seu time; sempre o incentivando, apoiando, cobrando; mas sempre presente em todos os momentos. Como num casamento “na alegria e na tristeza”.

Foto: Eduardo Amorim/Especial para Terra
Oficialmente se fala em 60.044 mil torcedores nas arquibancadas o grande casarão, porém todos que estavam lá sabem que a lotação era total e especula-se cerca de 70 mil torcedores abarrotados no Arruda.

Em campo, foram 90 minutos de total tensão, a torcida notavelmente se mostrava tença, a espera de soltar apenas um grito, uma palavra. O 0 a 0 era bom, era o resultado suficiente para garantir a classificação para Série B de 2014, entretanto era um placar perigoso. O time foi em busca do resultado até que conseguiu marcar o gol. Pra alívio da torcida tricolor, 1 a 0 santa.

Porém como todos sabem, nada na vida do santa é fácil, e o adversário  não se abalou até que conseguiu marcar o gol de empate silenciando o estádio do Arruda e toda a torcida coral. Mas existe uma figura que parecia predestinada a brilhar e sempre colocar o sorriso no rosto da torcida do santa.

Foto: Ricardo Fernandes/DP/DA. Press

De criticado quando chegou ao Arruda, Flávio Recife (Caça-Rato) hoje é ídolo no Santa Cruz, e será lembrado como símbolo de jogador que joga não apenas por ser um profissional, mas também como torcedor do clube, e sua estrela brilhou nesse domingo. Saiu de seus pés, ou melhor, de sua cabeça o alívio e o motivo pelo qual mais de 60 mil torcedores presentes e todos os milhões que acompanharam o santinha gritarem: “É gol do Santa”.

Na manhã desta segunda-feira (4) era fácil de notar a alegria e o sorriso estampado no rosto dos torcedores do santa, que foi parabenizado não só por sua torcida, mas também por várias figuras conhecidas nacionalmente e por muitos torcedores dos clubes rivais (Sport/Náutico), que viram no decorrer desses últimos anos o fanatismo dessa torcida que não abandonou seu clube.


Se ontem o torcedor coral já batia no peito e dizia: “Sou tricolor”, hoje ele pode gritar, e chorar sim, chorar de alegria e não mais de sofrimento. Sorria torcida maravilhosa, grite bata no peito e diga com muito mais amor: “Sou tricolor de coração”.

Cleber Maia

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