Há três décadas – Diante do Náutico, Santa se sagrava Tri-Super Campeão

Trinta anos atrás, após empatar no tempo normal com o Timbu em 1 a 1, a Cobra Coral derrotou o alvirrubro nas penalidades e foi Super Campeão pela terceira vez. Hoje (18/12/2013), contaremos a história desse título em uma matéria especial.
Crédito: Felipe Holanda/Santinha News
No ano de 1983, o Náutico iniciou o Campeonato Pernambucano como favorito, já que tinha Baiano no elenco, um dos maiores artilheiros da história da competição. Mas, dentro do campo, quem reinou foi o Santa, que vitimou o próprio Náutico na grande decisão, em um jogo coberto de emoções inesperadas. 

O Mais Querido vinha de uma participação muito fraca pela Taça de Prata, que na época era referente ao Campeonato Brasileiro da Série B, e o clube não tinha finanças para montar um bom time para competir com seus rivais pelo título de Campeão Pernambucano. Com a falta de dinheiro o Santa Cruz decidiu investir em jovens talentos.

Aquele time (Que virou um timaço) do Santa, comandado por Carlos Alberto Silva, contava com nomes como o do goleiro Luiz Neto, o zagueiro Ramos, o volante Zé do Carmo, os meias Henágio, Henrique e Peu, além dos atacantes Gabriel, Ramon e Rivaldo. Um esquadrão que dava gosto de ver e, até hoje, enche de orgulho os corações tricolores.

O título de Tri-Super Campeão Pernambucano do Santa veio ao conquistar o Estadual de 1983, depois de disputar um triangular contra os dois outros grandes da capital. Quando o fato ocorria, o torneio passava a se chamar de Super Campeonato. Antes disso, o Tricolor já havia repetido este mesmo feito nos anos de 1957 e 1976.

Elenco do Santa que entrou para história ao conquistar o Tri-Super. Crédito: Revista Placar. 
O Sport estava em ótima fase, havia terminado o Brasileiro da Série A na oitava colocação, em 1982, e era Tri-Campeão estadual na época. Em busca do Tetra, o time rubro negro era treinador por Givanildo Oliveira, ex-jogador e treinador do Santa. O Náutico, por sua vez, vinha sem conquistar títulos há um bom tempo e queria evitar o Tetra do Leão.

A vaga na final contra o Náutico, veio depois que o Santa derrotou o Sport na decisão do primeiro turno por 2 a 0, no Arruda, com dois gols de Henágio, que foi o maior destaque daquele time campeão. “A gente tinha bons valores individuais e muita raça, mas Henágio ganhou o título pra gente. Ele foi o diferencial”, disse o capitão Zé do Carmo sobre o craque.

O tricolor derrotou Náutico e Central e teve a chance de decidir o terceiro turno contra o Sport, em um jogo que teve confusão mesmo antes de a bola rolar: A Cobra Coral e o Leão brigaram para disputar a partida jogando em casa, até que, a FPF decidiu levar o jogo para Caruaru. Na capital do Agreste, Henágio - outra vez - marcou o gol que deu a vitória ao Santa por 1 a 0. 

Tricolores fazem a festa na decisão do 3° turno, em Caruaru. Crédito: CoralNet
Depois de perder o segundo turno para o Náutico, o Estadual chegou ao 3° turno e o Santa não tinha outra opção: vencer para forçar o chamado supercampeonato. Com o triunfo tricolor, os três gigantes de Recife brigaram pelo título e a Cobra Coral, sempre venenosa, venceu o Timbu e levou a taça para o Arruda. Histórico e inesquecível. 

Ficha técnica:

Santa Cruz: Luiz Neto, Ricardo, Gomes, Edson Furquim e Almeida; Zé do Carmo (Marco Antônio), Henágio e Peu; Gabriel, Ivan (Django) e Ângelo.
Técnico: Carlos Alberto Silva

Náutico: Cantarelli, Zé Carlos, Edson Gaúcho (Sávio), Zé Eduardo e Albéris; Ivan, Alex (Heider) e Baiano; Porto, Mirandinha e Ademir Lobo.
Técnico: Ernesto Guedes

Local: Estádio do Arruda
Público: 76.636 pagantes

Felipe Holanda

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